A conta não fecha? Um simples cálculo pode evitar grandes prejuízos.
Recentemente, recebi uma proposta de crédito que, à primeira vista, parecia ser uma verdadeira pechincha. Entre as condições apresentadas, estava a oferta de um crédito de R$ 250.000,00 , com pagamento em 198 parcelas de R$ 1.126,00 . Como advogado, antes de mergulhar nos aspectos jurídicos da proposta, fiz o que qualquer consumidor sensato faria: peguei uma calculadora. O resultado foi surpreendente. Multiplicando 198 parcelas por R$ 1.126,00 , cheguei ao total de R$ 222.948,00 . Em outras palavras, o total das parcelas era menor do que o próprio valor do crédito que supostamente seria liberado. Nesse momento, a pergunta que surgiu foi: como alguém poderia receber R$ 250.000,00 e devolver apenas R$ 222.948,00? Mesmo que a proposta mencionasse uma taxa extremamente baixa, essa conta simplesmente não fazia sentido. Em qualquer transação financeira, os encargos já estão embutidos nas parcelas. Não há necessidade de "somar os juros depois". Se o total das prestaçõe...